Ação teve início no último sábado com atividades de dança, formação e expressão artística no Subúrbio 360, Valéria e Cajazeiras
A cultura periférica de Salvador voltou a ocupar o centro do palco. No último sábado, teve início a programação de Ocupação e Dinamização dos Espaços Boca de Brasa, iniciativa que movimenta diferentes territórios da cidade com ações culturais, formativas e artísticas, fortalecendo o acesso à cultura e reconhecendo a potência criativa que nasce nas periferias.




A estreia aconteceu simultaneamente em três importantes territórios: Subúrbio, Valéria e Cajazeiras, reunindo artistas, grupos, fazedores de cultura e comunidades em uma programação que transforma os espaços Boca de Brasa em verdadeiros pontos de encontro, criação, troca e pertencimento.
No Subúrbio 360, a programação foi marcada pelo Dança da Quebrada, atividade ministrada pelo Grupo Uzart, levando para o território movimento, expressão corporal e a linguagem da dança produzida a partir das vivências e experiências das comunidades periféricas.



Em Valéria, o Grupo JAE conduziu a atividade, reafirmando a força das artes cênicas e da formação cultural como ferramentas de transformação, diálogo e construção coletiva. A ação aproximou artistas e comunidade, criando um espaço de experimentação e valorização dos talentos do território.



Já em Cajazeiras, a programação contou com a presença do Grupo Razga, de May Rodrigues, ampliando as possibilidades de criação e circulação artística dentro do território. A atividade reforçou Cajazeiras como um importante polo de produção cultural e destacou a diversidade de linguagens e narrativas que atravessam a periferia de Salvador.



Mais do que ocupar espaços físicos, a iniciativa propõe ocupar com arte, com memória, com identidade e com novas possibilidades. É fazer dos Boca de Brasa espaços vivos, pulsantes e conectados com as comunidades onde estão inseridos.
A Ocupação e Dinamização dos Espaços Boca de Brasa nasce, assim, como um movimento de valorização da produção cultural local, estimulando encontros, formação, circulação de artistas e acesso democrático às diferentes linguagens artísticas.
Porque quando a periferia cria, a cidade inteira se movimenta.
Boca de Brasa: espaços de cultura, territórios de potência.
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
