Por Jair Leal – DRT 0009618-BA
Motoristas, passageiros de ônibus e trabalhadores enfrentaram mais uma manhã de sofrimento nesta sexta-feira (29), por causa dos impactos das obras de implantação do VLT em Salvador.
Quem saiu de Cajazeiras em direção a Águas Claras e BR-324 encontrou quilômetros de congestionamento, trânsito lento e horas perdidas dentro de ônibus e carros. A situação gerou revolta na população, principalmente porque havia sido informado anteriormente que as intervenções aconteceriam no período noturno, entre 21h e 04h, justamente para evitar transtornos durante o horário de pico.
Na teoria, a promessa era minimizar os impactos.
Na prática, o povo segue pagando a conta diariamente.
Trabalhadores relataram atrasos no serviço, estudantes chegaram tarde aos compromissos e passageiros reclamaram do desgaste físico e emocional provocado pelos longos congestionamentos.
Moradores e condutores questionam a falta de planejamento e cobram mais transparência das autoridades responsáveis pela obra do VLT e do Governo do Estado. Para muitos, o sentimento é de abandono e desrespeito com quem depende do transporte público e das principais vias da cidade.
A população reconhece a importância de obras de mobilidade urbana, mas pede organização, diálogo e ações que reduzam os impactos no dia a dia de quem já enfrenta dificuldades constantes no trânsito de Salvador.
A pergunta que fica é:
Quem paga a conta desse transtorno diário vivido pela população?
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